‘Mapa da Fome’ funciona de modo colaborativo para geolocalizar pessoas que necessitam de ajuda e iniciativas de solidariedade

A condição de vulnerabilidade social das pessoas em situação de rua, agravada pela pandemia, gerou uma onda de solidariedade desde o início do período de isolamento social. Uma ferramenta criada pelo estudante Rafael Leão, do curso de Ciência da Computação, visa dar continuidade a essa corrente de apoio com o auxílio da tecnologia. A ideia do Mapa da Fome surgiu da inquietação de Rafael sobre como reduzir a fome por meio da mobilização social. “Quem está em situação de rua fica invisível na internet, e muitas vezes na rua também, mas quem tem celular e dados móveis conseguiria colocar essas pessoas no mapa. É uma contribuição mínima de baixo custo para um problema grande”, explica o estudante.

A proposta foi inspirada no projeto “Onde Fui Roubado”, que atua de maneira semelhante com enfoque na temática da segurança urbana. Para contribuir com o Mapa da Fome, não é necessário fazer nenhum cadastro, login ou baixar aplicativo, toda a plataforma funciona na web. O endereço pode ser inserido manualmente ou utilizando a localização atual do usuário. Além disso, é preciso escolher entre as opções ‘Alimento não-perecível’, para quem tem condições de preparar a refeição, ‘Alimento pronto’, para quem necessita do alimento de forma imediata, e ainda ‘Recebo para doar’, voltada a instituições e voluntários que realizam distribuição de alimentos regularmente. A iniciativa ainda está em versão beta, aberta a contribuições nas áreas de design e marketing.

Em sua trajetória acadêmica no Centro de Informática, Rafael já teve a oportunidade de desenvolver outros projetos baseados na colaboração e na solidariedade, como a Bolha, plataforma destinada ao compartilhamento de material de estudo de períodos anteriores para serem reaproveitados por outros alunos. Desta vez, o anseio é alcançar um público mais amplo e causar um impacto social maior: “Espero contribuir com meu conhecimento e formação para uma transformação social positiva, e que minha ferramenta contribua ou seja alguns passos para reduzir a desigualdade social”, declara.

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