Aumentar a integração dos pais na comunidade escolar, fornecendo a eles uma experiência virtual equivalente a de visitar a escola de seus filhos. Esta é a proposta do Programa de Integração de Professores, Pais e Alunos (PIPPA), novo produto lançado no mercado, que tenta estreitar a comunicação entre a família e a escola. O programa é um dos resultados do primeiro semestre de 2010 na cadeira Projetos de Desenvolvimento, conhecida como “Projetão”, do Centro de Informática (CIn) da UFPE. A disciplina visa a criação de um produto satisfatório às necessidades do mercado, dentro de empresas fictícias montadas pelos estudantes.

De acordo com o Gerente do PIPPA, Rubem Salzano, da empresa-simulada Esperanto, criadora do produto, o projeto foi desenvolvido durante aproximadamente quatro meses pela equipe até ser apresentado no dia 14 de julho no auditório do CIn. Ainda segundo o gerente, o produto é, essencialmente, um sistema escolar que fornece aos seus clientes uma rede social na web.
 
“A ideia surgiu ao me lembrar de como acontecia a troca de informações entre a minha família e o colégio durante minha passagem no ensino fundamental. E também como acontece hoje ao observar o acompanhamento que meus pais têm com meu irmão na oitava série. Assim, chegamos à conclusão de que existem falhas nessa comunicação. A principal delas é que o fluxo tende, na maioria das vezes, a acontecer apenas no sentido família-escola”, disse Rubem Salzano.
 
O programa traz, além da Rede Social, o “Dia-a-dia do Aluno”, com um texto editado pelos professores refletindo o dia da turma em que o aluno está inserido; e o “Envio de Notificações”, que manda mensagens em massa tal qual uma circular do colégio direto para o e-mail dos responsáveis pelos alunos. Para Rubem, o grande diferencial do serviço é poder fornecer aos pais um acompanhamento diário do que acontece na escola de seu filho.
 
No Colégio Madre de Deus, em Boa Viagem, por exemplo, a internet já vem sendo uma facilitadora nessa comunicação. Ao tomar conhecimento do PIPPA, a coordenadora Rafaela Baltar achou a ideia excelente, pois para ela tudo que venha a somar na qualidade da educação é bem-vindo. “Mas devemos tomar cuidado para que isso não se torne algo exclusivo. Precisamos equilibrar o uso da internet e o contato pessoal. É primordial estarmos frente a frente para o crescimento de ambas as partes [colégio – família]”, alertou Rafaela.
Enquanto isso, para os responsáveis dos alunos o produto tem caráter de solução na corrida contra o relógio. “É uma iniciativa importante que as escolas deveriam adotar. Isso vai facilitar muito a nossa vida. Nós não temos tempo de ligar ou de ir ao colégio o tempo todo, e com o trabalho fica muito complicado de ter essa proximidade”, afirmou a coordenadora de intercâmbio Nilma Andrade, mãe de duas estudantes do ensino fundamental.
 
A equipe da empresa Esperanto contou que a expectativa para o PIPPA agora é de poder corrigir algumas falhas no sistema, melhorar sua interface e usabilidade em alguns poucos lugares, e implementar sua mobilidade. Muitos desses trabalhos apresentados no “Projetão” fazem parte hoje de empresas no mercado de Tecnologia da Informação (TI) de Pernambuco.

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