Câmeras de trânsito, sensores de velocidade, aplicativos que preveem o tempo de chegada do ônibus, redes sociais como porta-vozes dos problemas da rua, do bairro, da cidade. Os grandes centros urbanos estão cada vez mais conectados, e informação gerada pelos cidadãos circula por computadores e servidores a todo instante. Bem-vindo às Smart Cities e aos sistemas operacionais urbanos.
 
Esse cenário tecnológico das grandes cidades foi abordado pelo professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, Kiev Gama, e pelo designer chefe do CESAR, HD Mabuse. Ambos estiveram à frente da palestra “Sistemas Operacionais Urbanos”, dentro do 17º Seminário de Computação e Mercado (COMPUTEC), no dia 22 de julho, às 18h.
 
A palestra abordou a nova tendência de sensoriamento de centros urbanos utilizando as mesmas tecnologias de conectividade da Internet, o que torna a cidade conectada e observada. Grandes fornecedores de energia estão propondo integrar tudo isso em direção a o que poderiam ser chamados de "sistemas operacionais urbanos".
 
Entretanto, uma grande lacuna é deixada em relação ao envolvimento de pessoas neste processo. Os questionamentos são os mais diversos: as pessoas estão sendo observadas, mas como cidadãos, como elas ficam em relação a isso? E a privacidade? E o envolvimento da população nisso tudo?
 

“Cada vez mais vem se tornando uma vontade de gestores públicos terem estes tipos de sistema. Ao invés de pensar apenas nisso, precisamos também pensar em tecnologia para nos valorizar como cidadãos”, comentou Kiev Gama. 

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