A proposta visa gerar soluções tecnológicas voltadas para atender as necessidades de pessoas em vulnerabilidade psicossocial portadoras de HIV

Uma proposta de projeto concebido no Centro de Informática (CIn) da UFPE recebeu aprovação no edital “Inovação Inclusiva – Soluções Tecnológicas Sociais e Tecnologias Inclusivas” da Facepe (Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco). A iniciativa contemplada com apoio financeiro foi coordenada pelo professor do CIn Kiev Gama. 

Intitulado “Processo de inovação social aberta para desenvolvimento de soluções tecnológicas inclusivas e competências empreendedoras em pessoas soropositivas”, a proposta foi desenvolvida em parceria com o Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+), organização não governamental (ONG) de base comunitária e sem fins lucrativos fundada há 20 anos por pessoas que vivem com HIV/AIDS e que atua por uma educação e saúde preventiva, cidadã e democrática em prol de transformar a realidade de milhares de pessoas vivendo com esta condição no país.

De acordo com Wladimir Reis, coordenador do GTP+, a proposta vai beneficiar não só o público alvo da iniciativa, mas também os membros voluntários que prestam serviços ao Grupo. “A entidade é fundada por pessoas vivendo com HIV e a aprovação dessa ação é de muita importância para a formação desses colaboradores. A iniciativa aprovada vai qualificar e melhorar as condições de trabalho dos profissionais, possibilitando a condição de prestar serviços seja na instituição ou fora dela. Para nós, esse é o papel da inclusão social”, pontuou.

O projeto proposto será executado por uma equipe interdisciplinar, com apoio do Porto Digital, que conta com pesquisadores da UFPE e UFRPE com experiência em estudos e projetos de inovação aberta. Além do professor Kiev Gama e de Wladimir Reis, participam da ação o Prof. George Valença (UFRPE); Candy Laurendon, professora do CE e do PPG de psicologia cognitiva do CFCH; o Prof. Pedro Alessio (CAC); e a Profa. Clarissa Duarte (Faculdade Pernambucana de Saúde). 

O plano visa desenvolver um modelo de um processo inclusivo de inovação social aberta capaz de gerar soluções tecnológicas voltadas para atender as necessidades de pessoas em vulnerabilidade psicossocial portadoras de HIV. 

“Este modelo se inicia com a capacitação em uma formação empreendedora do público alvo para que participem de workshops de co-criação com designers e programadores, aplicando design participativo junto a este público, e culminando em soluções tecnológicas que serão desenvolvidas durante um processo de mentoria e incubação. Além disso, a iniciativa se configura em uma oportunidade para o CIn de atuar mais perto da sociedade, utilizando tecnologia como meio de transformação social”, explica Kiev Gama.

O Edital da Facepe tem o objetivo de  apoiar e selecionar projetos de desenvolvimento e inovação tecnológica, com apoio financeiro a propostas relacionadas à Inovação Inclusiva. Foi aprovado um total de 12 propostas e disponibilizado um orçamento de mais de R$1,1 milhão. Mais informações sobre a iniciativa podem ser acessadas através do link.

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