Estudantes de diversas áreas tiveram contato com programação em evento voltado para o protagonismo feminino na tecnologia
No dia 25 de abril, o Centro de Centro de Informática (CIn) da UFPE realizou o Vibe Hack GRRRL, hackathon de vibe coding focado no protagonismo feminino. O evento teve como objetivo ampliar a participação de mulheres na área de tecnologia, especialmente aquelas que ainda não têm experiência em programação. Estudantes de diversas áreas estiveram presentes, como design, teatro, ciências sociais, física e turismo.
As participantes tiveram a oportunidade de criar soluções utilizando o vibe coding, uma abordagem emergente de desenvolvimento com apoio de inteligência artificial (IA), na qual a pessoa descreve suas ideias em linguagem natural e utiliza a IA como parceira na resolução de problemas. Os desafios foram escolhidos pelas equipes, com auxílio de uma ferramenta gerada também gerada com vibe coding.
“No Vibe Hack do ano passado já percebemos o lado inclusivo desta tecnologia. Estas ferramentas permitem que pessoas que nunca tiveram contato com desenvolvimento sejam capazes de criar protótipos funcionais expressando suas ideias na forma de aplicativos”, afirma o professor Kiev Gama, que representou o CIn-UFPE na organização do evento.
O hackathon foi uma parceria entre o Vibe Hack do CIn e a Hack GRRRL, iniciativa voltada a tornar o ambiente de hackathons mais acolhedor para mulheres e grupos historicamente sub-representados, que foi fundada em 2019 por Lavínia Paganini e Nathaia Paiva, ex-alunas do CIn. Além disso, contou com o patrocínio da Revelatio, empresa que auxilia negócios em crescimento na área de estratégia de marca e tecnologia. A equipe de mentoras foi composta por alunas integrantes do Cintia, grupo de acolhimento feminino do CIn.
O Vibe Hack GRRRL reforça o compromisso do CIn-UFPE com a diversidade e inclusão, criando um espaço seguro, acessível e inspirador para mulheres explorarem tecnologia, inovação e criatividade.
Confira abaixo as equipes vencedoras e suas respectivas soluções criadas:
Primeiro lugar
Tema: “Como podemos tornar a educação mais resiliente para transição decCarreira no contexto de mercados emergentes?”
Problema: A dificuldade de mulheres 40+ em aderir e permanecer no processo de educação da transição de carreira para a área de Tecnologia da Informação (TI).
Solução: Um aplicativo que irá conectar mulheres 40+ com outras que obtiveram sucesso, além de promover norteamentos das carreiras de TI e cursos gratuitos na área.
Integrantes:
Anamel Thaís Ferreira (estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas)
Brenna Lyra (estudante de Ciências Sociais)
Eduarda Mendes (estudante de Física)
Júlia Aquino (estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas)
Luma Frazão (estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas)
Segundo lugar
Tema “Como podemos tornar a jornada das mães atípicas mais leve e acessível considerando a sobrecarga emocional, a falta de informação centralizada e a escassez de rede de apoio?’’
Problema: Mães de crianças autistas enfrentam sobrecarga emocional, solidão e dificuldade para encontrar apoio e profissionais confiáveis.
Ideia: Um aplicativo que une comunidade, Inteligência Artificial personalizada e rede de especialistas para apoiar mães atípicas em suas rotinas.
Integrantes:
Ana Luz (estudante de Design)
Raiana Lais (estudante de Sistemas de Informação)
Thais Coutinho (estudante de Publicidade e Propaganda)
Beatriz Medeiros (estudante de Turismo).
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