O clamor social por uma justiça mais ágil tem motivado diversas iniciativas voltadas à celeridade de processos no âmbito do judiciário brasileiro. O Processo Judicial Eletrônico (PJe), plataforma digital desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), faz parte desse esforço de modernização. Lançado em 2014, o PJe permite aos tribunais definir o fluxo dos seus processos, que são cadastrados e monitorados eletronicamente.

Nesta conjuntura, os professores do Centro de Informática (CIn) da UFPE Adriano Lorena e Ricardo Massa, juntamente com o pesquisador Raphael D´Castro (Tribunal de Justiça de Pernambuco – PJPE) estabeleceram parceria com o CNJ para a criação do Laboratório de Mineração de Processos do Judiciário Brasileiro.

A Mineração de Processos é uma técnica que permite detectar gargalos na execução de processos, identificar retrabalhos, avaliar se os processos estão sendo executados de acordo com o planejado, entre outras informações úteis para melhoria dos processos. Desta forma, a iniciativa visa aplicar, desenvolver e disseminar este método no judiciário.

Também participam da iniciativa o servidor do CIn Eduardo José, que atua como Gerente de Projetos, e uma equipe de pesquisadores formada pelos alunos do Centro. São eles: Gabriel Leite, João Pedro Duarte, José Danilo do Carmo, Matheus Almeida e Marton Paulo. Um dos principais produtos do projeto será a ferramenta JuMP (Judiciário com Mineração de Processos), que se conecta aos dados do PJe e realiza análises para fornecer informações úteis aos magistrados e servidores do judiciário brasileiro.

A equipe MiningGuys, formada pelos estudantes que atuam na ação conjunta, aplicaram técnicas de mineração de processos para vencer o Desafio Open Labs 2021, realizado entre os dias 15 e 21 de junho. Eles demonstraram como extrair informações úteis dos registros de execuções dos processos da empresa Analytics 10 (A10) e foram premiados com o valor de R$5 mil.

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